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Portão precisa de choque de organização, diz Diego

Portão precisa de choque de organização, diz Diego Diego lamenta que o senso de coletividade anda bem enfraquecido
Apesar de o poder público e os governantes terem o papel de conduzir as políticas para melhorar o bem comum, a sociedade precisa, obrigatoriamente, fazer a sua parte para que a cidade seja limpa e organizada. Foi o que salientou Diego Martins (MDB) ao ocupar a Tribuna da Câmara na sessão desta segunda, 4 de junho.

Em seu discurso, o legislador fez apelo para que todos se unam em defesa do município, num movimento capitaneado pela Prefeitura, que deve fazer com que a lei seja cumprida. “Precisamos dar um choque de organização, passar a cidade a limpo. Foi colocado um cartaz lambe-lambe de mais de um metro no viaduto e as pessoas me cobraram. Fiz contato com a fiscal municipal, que alegou desconhecer autorização da Prefeitura para tal. Parece pouca coisa eu vir aqui criticar a colocação de um cartaz na rua, mas esse é somente um exemplo da bagunça que acontece aqui.”

A questão, diz o vereador, é que a culpa não é apenas da Prefeitura, mas também dos vereadores e da população em geral. Não há senso de coletividade, lamenta. “Precisamos entender que as ruas são de todos, que aquele terreno por onde a Prefeitura passou recolhendo entulho não é lugar de botar lixo, que aquela areia na frente do teu portão que você varre para dentro do esgoto, ela vai afetar; e, se não a ti, ao teu vizinho”, constata.

Segundo ele, não adianta as pessoas apenas colocarem a culpa nos políticos e nas empreiteiras em função da corrupção se elas mesmas não fizerem a sua parte. E essa mudança de atitude deve ser induzida pela ação do poder público, que precisa fiscalizar e punir de acordo com a legislação. Portão não pode mais ser vítima de omissões. “Somente agora é que temos um sistema de fiscalização. Agradeço [ao prefeito] pela nomeação dos fiscais que prestam esse trabalho”, pondera.

Diego contou que a empresa que fixou o cartaz no viaduto acabou sendo notificada pelo Município e recebeu 48 horas para removê-lo, sob pena de multa. “Essa lei existe desde 2002, mas quando foi cumprida? Nunca! Noto que as pessoas nos cobram mais, pois o senso crítico está maior. Só que não dá para cobrar apenas do poder político, e sim também da coletividade.”
 
O emedebista citou também a lei 168/90, que obriga o proprietário de terreno a ter muro, calçada e manter o terreno limpo, porém “nunca foi cumprida”. O temor dele é com o futuro da cidade a médio e longo prazo, porque se não se começar agora pela adequação de situações menores, o quadro vai agravar-se, o que levará à deterioração do município. “Multa a pessoa para ver se ela não começa a mudar. Precisamos de um choque de organização, precisamos começar com os pequenos gestos, pensar a cidade para daqui a 20 anos. Temos que somar forças pelo bem de Portão.”
Protocolos desta Publicação:Criado em: 05/06/2018 - 12:09:09 por: Marcelo Ricardo Fiori - Alterado em: 14/06/2018 - 07:09:39 por: Rosilei Antônio Antunes

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