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Jorginho sugere criação de hortas comunitárias em áreas ociosas

Jorginho sugere criação de hortas comunitárias em áreas ociosas Jorginho defende que áreas ociosas sejam transformadas em hortas urbanas
Por unanimidade, a Câmara aprovou nesta segunda, dia 11, o Projeto de Lei Sugestão 09/2018, que cria o Programa de Agricultura Urbana. De autoria de Jorge Rodrigues Flores (PSB), a matéria prevê a produção de alimentos em terras sem uso, sejam públicas ou privadas, mas depende de aprovação do prefeito para transformar-se em lei. “No Município existem diversas áreas ociosas e subutilizadas, que poderão ser aproveitadas para agricultura urbana sustentável enquanto política pública. Será uma ferramenta para a diminuição da pobreza, para ensinarmos a gurizada a trabalhar na terra e, inclusive, para vermos menos terrenos com brejo”, defende.

Segundo ele, o Ministério de Desenvolvimento Social pode repassar recursos, a fundo perdido, a órgãos municipais que implantam projetos de segurança alimentar e nutricional. As verbas, acrescenta Jorginho, permitiriam a implantação de hortas, viveiros, lavouras e pomares comunitários. Ao conversar com o prefeito sobre o assunto, o parlamentar tomou conhecimento de que projeto piloto neste sentido vem sendo sondado na Escola Municipal Visconde de Mauá.

Durante os debates, Gerson Roza (MDB) comentou que PLs Sugestão nunca foram bem acolhidos pelo Executivo, porque raramente retornam ao Legislativo sancionados. “Não recebemos nem mesmo uma explicação do Executivo com o porquê da não implantação do projeto. Acredito que tudo acaba no lixo. Neste aspecto, a relação entre Câmara e Prefeitura não é boa”, critica.

Para João Pedro (PT), projeto sugestão é algo que valoriza o trabalho daquele vereador que estuda um assunto e apresenta uma alternativa para contornar determinada situação. Ainda assim, ele concorda que muitas vezes este tipo de iniciativa serve apenas para criar expectativas na população, pois encontra bloqueios de ordem constitucional, financeira, burocrática e situações afins. “Às vezes, se cria um grande número de leis, mas elas não são exequíveis.”

Paulo Ricardo Bonini (PP) comentou que os vereadores devem pensar bem antes de apresentar um projeto de lei, principalmente a respeito das consequências. “Às vezes, querendo resolver um problema, a gente acaba criando outros.” Adair Rocha (MDB) enfatizou que a sugestão é bem-vinda, porque não gera custos ao Município. Para isso sair do papel, disse ele, basta vontade política por parte do prefeito.
Protocolos desta Publicação:Criado em: 12/06/2018 - 10:46:57 por: Marcelo Ricardo Fiori - Alterado em: 14/06/2018 - 07:07:50 por: Rosilei Antônio Antunes

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