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Cansado de críticas, Kiko faz discurso de desabafo

Cansado de críticas, Kiko faz discurso de desabafo Kiko também reclama maior transparência e comunicação por parte do governo, especialmente Secretaria da Fazenda
Ao ouvir que não basta atrair novas empresas para Portão se todos os funcionários não forem contratados no município, o presidente da Câmara, Kiko Hoff (PDT), fez um apelo por compreensão, seja por parte dos colegas, seja por setores da sociedade. “Será que é melhor não fazer nada? Pois, se fizer algo, é criticado. Parece que nesta terra quanto menos o político fizer, mais elogios leva”, lamenta.

Na visão dele, quando as pessoas criticarem ações da Administração Municipal, elas precisarão também mostrar como fazer e, além disso, indicar a fonte de recursos, porque o orçamento público já não tem dado conta de todas as demandas e a população não suporta mais aumento de impostos.

Durante a sessão da última segunda, dia 11, o presidente salientou que o Município continua com as finanças em baixa por conta da crise nacional, por isso segue em contenção de despesas ao mesmo tempo em que as demandas por serviços não param de aumentar. “Vocês se deram conta que o financiamento dos asfaltos feitos pela Déti em 2016 [programa BRDE Municípios, que levou asfalto a 17 ruas] começou a ser pago pelo prefeito em fevereiro deste ano, a R$ 38 mil por mês? Sabiam que a Prefeitura foi multada em R$ 60 mil por mês por questões ambientais nos últimos 40 anos? Sabiam que neste ano a Prefeitura assumiu mais de dez salas de aula formadas por alunos oriundos principalmente de escolas estaduais?”

Kiko foi além em seu relato sobre a escalada de gastos municipais: “Se deram conta que o repasse ao hospital passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil/mês? Se deram conta de que tivemos de socorrer a Apae, passando de R$ 52 mil para R$ 65 mil/mês, sendo que isso só foi possível com a economia que fizemos na Câmara, numa média de R$ 140 mil/mês? Criticam que o Executivo tem 79 CCs, mas olharam quantos deles são técnicos, novos médicos, profissionais na farmácia municipal, são da Secretaria da Agricultura, que no governo anterior não existia? Aí vêm falar de choque de gestão, de estelionato eleitoral?”

O pedetista lamentou que a Câmara poderia ter reduzido a folha de pagamento há vários anos, mas o corte ocorreu somente no final de 2016. Segundo ele, outras medidas de economia no Legislativo estão em estudo, mas encontram resistências internas devido “a corporativismos”.
 
Mais transparência
Em seu pronunciamento, Kiko também lamentou que a Prefeitura, apesar de ser socorrida financeiramente pelos vereadores, não tem o devido respeito com eles. Medidas da Secretaria da Fazenda com impacto no bolso do contribuinte, por exemplo, não são comunicadas de forma transparente à Câmara.

O presidente deixou claro que, ao conquistar um novo investimento para Portão, o poder público não tem como proibir que a empresa traga junto seus funcionários. Além disso, ele pediu para os colegas levarem em conta a situação das finanças municipais sempre que apresentarem propostas com aumento de gastos. “Pensem bem antes de reivindicar aumentos de repasse, porque muitas vezes não se tem dinheiro nem para arcar com o mínimo das despesas que virão pela frente.”
Protocolos desta Publicação:Criado em: 13/06/2018 - 12:27:54 por: Marcelo Ricardo Fiori - Alterado em: 14/06/2018 - 07:03:39 por: Rosilei Antônio Antunes

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