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Câmara anuncia apoio à reestruturação do Hospital de Portão

Câmara anuncia apoio à reestruturação do Hospital de Portão Direção, curadores e vereadores estiveram reunidos na Câmara, ontem à noite
Em reunião no Poder Legislativo na noite desta segunda, dia 9, os vereadores declararam total apoio à atual administração do Hospital de Portão (HP). Os 11 parlamentares se comprometeram a aderir ao programa “Hospital com mais Saúde” e, além disso, a se articularem com deputados e lideranças partidárias para que se consiga negociar as dívidas da casa de saúde com o governo federal. Neste sentido, a direção do HP, lideranças locais e vereadores terão reunião com a senadora Ana Amélia Lemos (Progressistas) na próxima sexta-feira, às 10h15min. Além disto, o líder do governo Sartori na Assembleia Legislativa, Gabriel Souza (MDB), a convite de Diego Martins (MDB), confirmou visita à instituição na próxima segunda-feira, dia 16, às 15h.

Durante a reunião, Kiko Hoff (PDT) revelou que há meses se reúne com especialistas em gestão de saúde a fim de construir um projeto de viabilidade para o HP. A saída que se desenha, diz ele, é transformá-lo em hospital escola da Santa Casa de Porto Alegre. “Acho a nossa missão pesada e difícil, mas temos somado parceiros a cada reunião. Precisaremos de deputados, do governo estadual, do governo federal, do Ministério Público, do Judiciário, enfim, de todas as instituições envolvidas neste processo. Tenho fé que irá dar certo, como já ocorreu em outras cidades”, destaca. A abertura de cursos de Medicina em São Leopoldo e Novo Hamburgo pode contribuir neste sentido, avalia o presidente da Câmara.

Neste primeiro semestre, o Hospital de Portão teve superávit, diz a presidente da Fundação Hospitalar, Educacional e Social de Portão (Fuhesp), Regina Roese de Souza, mas há dívidas históricas que somam R$ 10,5 milhões. “A situação não está fácil, mas também não é tão ruim como alguns dizem na rua. A nossa taxa de mortalidade, por exemplo, é de 0,16%”, salienta. Em novembro, quando será comemorado o aniversário de 40 anos da instituição, a diretoria e o conselho de curadores vão apresentar projeto para reforma da emergência.

Vice-presidente, Paulo Roberto da Silva enfatizou que a campanha Hospital com mais saúde — que coleta doações mensais em dinheiro através das contas de luz —, tem avançado e já soma mais de mil adesões, mas tem muito espaço para crescer, pois são mais de 12 mil unidades consumidoras de energia. “Desde a Scharlau até a Capela, qualquer acidente, um infarto, o Corpo de Bombeiros leva a pessoa ao Hospital de Portão. E se lá não houver condições para eu ser atendido?”, reflete.
 
O apoio dos vereadores
Em seu pronunciamento, João Pedro (PT) defendeu que se estabeleça um debate permanente acerca das dívidas milionárias do HP, razão pela qual protocolou na sessão de segunda-feira a Moção de Apoio 03/2018, em que reivindica ao governo federal a abertura de um processo de renegociação de dívida com as casas de saúde. “Não falo especificamente da Fuhesp, porque essa é uma situação de outros hospitais. O objetivo é cutucar os deputados, as autoridades, o Ministério da Saúde... para abrir esse debate em Brasília.”

Paulo Ricardo Bonini (Progressistas) afirmou que o Hospital de Portão vem conquistando maior credibilidade desde que a atual gestão tomou posse, em outubro do ano passado. José Volmar Wogt (PDT) pediu que a diretoria não deixe de reconhecer quem lhe apoia. Luiz Bandeira (SD) se colocou à disposição para ajudar como voluntário do HP — atitude em que diversas entidades poderiam engajar-se, disse ele.

Jorge Rodrigues Flores (PSB) citou que o Município deveria canalizar mais verbas (atualmente, são R$ 200 mil/mês), pois Estância Velha, a título de comparação, aporta R$ 800 mil no Hospital Getúlio Vargas, ou seja, quatro vezes mais. O socialista também disse que a Prefeitura precisa implementar outras melhorias na unidade de saúde, conforme prevê o plano de governo do prefeito Renato Chagas.

Adair Rocha (MDB) ressaltou que, ao longo de sua história, o HP perdeu oportunidade de melhorar a sua situação financeira porque questões pessoais às vezes se sobrepuseram ao interesse coletivo, em momentos que se buscou o apoio da comunidade. “Mas peço a todos que façam o bem sem olhar a quem.”
Protocolos desta Publicação:Criado em: 10/07/2018 - 12:58:09 por: Marcelo Ricardo Fiori - Alterado em: 10/07/2018 - 12:58:09 por: Marcelo Ricardo Fiori

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