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“É o fim da Previdência pública”, diz João Pedro sobre reforma

“É o fim da Previdência pública”, diz João Pedro sobre reforma João Pedro faz apelo para que os deputados não aprovem a reforma da Previdência
Contrário à reforma da Previdência Social porque dificulta as regras para os trabalhadores se aposentarem, João Pedro (PT) afirmou na Câmara de Vereadores segunda-feira que a proposta irá beneficiar apenas o sistema bancário. “Não é por questão ideológica ou porque sou oposição ao governo. Isso é uma questão de humanidade. Perguntem a
qualquer advogado previdenciário o que eles acham dessa reforma”, disse.

Conforme o vereador, caso o Congresso aprove o projeto, o efeito será de uma tragédia sobre o povo, porque o Brasil se tornará um país de miseráveis. Como exemplo, JP citou o caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que cai de um salário mínimo (R$ 998) para R$ 400 segundo o texto em análise na Câmara dos Deputados. “Quem é que consegue viver com 400 reais?”, questiona.

Contudo, o aspecto mais importante — por ser o mais prejudicial —, é o sistema de capitalização, em que o trabalhador faz uma espécie de poupança ao longo da vida. A questão é que a grande maioria das pessoas não vai conseguir poupar porque já têm renda baixa. “E os que tiverem como poupar apenas irão beneficiar os bancos, que lucrarão muito”, analisa.

Segundo ele, grandes empresários montaram escritórios em Brasília a fim de pressionar pela aprovação da reforma proposta pelo governo Bolsonaro. O objetivo deles, ainda conforme JP, é não precisar mais pagar a cota patronal sobre a contribuição previdenciária dos trabalhadores. Ele agradeceu a Leco, Bonini, Salgadinho e Zé Toquinho por terem participado da audiência pública, no último dia 4, que discutiu o assunto. “Todos os vereadores podem colaborar com a não aprovação da reforma mandando moção de repúdio a seus deputados em Brasília. Vamos pressioná-los a não votar contra o povo.”

Números
Durante a sessão, João Pedro informou que Portão possui hoje 617 aposentados rurais e 5.821 urbanos. Juntos, eles recebem por ano em torno de R$ 90 milhões. “É um dinheiro muito importante para o fomento à economia local”, destaca JP. Na visão dele, a reforma da Previdência vai fazer essa quantia cair bastante, empobrecendo o município.
Protocolos desta Publicação:Criado em: 09/04/2019 - 11:48:18 por: Marcelo Ricardo Fiori - Alterado em: 09/04/2019 - 11:50:01 por: Marcelo Ricardo Fiori

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