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Portão precisa avançar nas questões de trânsito

Portão precisa avançar nas questões de trânsito Audiência reunião a comunidade e lideranças locais na noite desta quarta-feira, 29 de maio
Com a participação do presidente Diego Martins (MDB), dos vereadores José Volmar Wogt (PDT), Jorge Rodrigues Flores (PSB) e Gerson Roza (MDB), a Câmara de Portão realizou nesta quarta, da 29, audiência pública para debater trânsito e mobilidade urbana. A tônica do evento, que reuniu também autoridades como o prefeito Renato Chagas (PDT) e o comandante da Brigada Militar de Portão, tenente Éder Lara Marques, é de que o crescimento da área urbana e da frota exige mais investimentos no setor.

Para se ter uma ideia do agravamento dos gargalos, a cidade saltou de 10.291 veículos em 2006 para 26.000 em 2018, ou seja, um salto de 150% em 12 anos. “Precisamos dividir estes espaços que, cada vez mais, são mais disputados por mais veículos ao mesmo tempo”, pontua Ronildo Franco, chefe do Departamento Municipal de Trânsito.
Diego Martins destacou que o número de habitantes e de veículos não para de aumentar, porém a infraestrutura da cidade não acompanha esse desenvolvimento. “Comenta-se que Portão tem uma movimentação de pessoas e carros equivalente ao de uma cidade de 100 mil pessoas. Precisamos agir de forma mais sinérgica entre poder público e sociedade”, defende.

Chagas reconhece que a cidade tem de avançar nas questões de trânsito, mas pondera que o orçamento municipal não supre todas as demandas. A avenida Brasil, por exemplo, precisa ser modernizada de ponta a ponta — são 1.200 metros de extensão —, mas para isso seriam necessários R$ 3 milhões, montante hoje não disponível.
Ainda assim, o prefeito assegura que ações são planejadas à medida que os “cofres” da Prefeitura permitem. Exemplo disso é a revitalização da quadra da avenida Brasil situada entre as ruas Vitória e Niterói. “Estamos iniciando o Conselho Municipal de Trânsito para trazer mais pessoas com ideias, demandas e projetos”, garante.

Visão de especialista
Policial rodoviário estadual inativo, Ronildo Franco ressaltou que o setor precisa de um investimento mais robusto por parte do Executivo, porque a fluidez do trânsito e, principalmente, a segurança dos usuários pede passagem entre as prioridades de Portão. “Um acidente de trânsito custa caríssimo, por isso investir em prevenção significa poupar dinheiro público.”

Segundo ele, as melhorias na avenida Brasil e outros pontos da área central têm como foco abrir novas vagas de estacionamento e, além disso, organizar melhor a fluidez de veículos e pedestres, porque tudo impacta na segurança e na qualidade de vida. Nos próximos dias, a rua Niterói, entre a avenida Brasil e Maranhão, terá sentido único, além de estacionamento oblíquo no lado direito e paralelo no lado esquerdo.

Brigada Militar
O comandante da Brigada ressaltou que o número de acidentes viários vem caindo significativamente no perímetro urbano. Faz dois anos que ninguém perdeu a vida nas vias municipais. “Em 2015, tivemos cerca de 300 acidentes no município, mas no ano passado, segundo as estatísticas, tivemos apenas a metade disso. É uma evolução muito importante”, afirma o tenente Lara, que salientou também a necessidade de ações educativas virem acompanhadas de fiscalização, porque do contrário o comportamento do condutor não muda.

O advogado Wilmar Bohn, diretor do CFC Portão, comentou que os pedestres são os atores do trânsito mais prejudicados, porque faltam muitas calçadas e passeios em condições de uso. “Há terrenos no centro da nossa cidade onde o brejo tomou conta. A legislação precisa ser aplicada pela Prefeitura, fazendo o passeio e depois cobrando do proprietário”, sugere.

Problemas em escolas
Diretora da Escola Municipal Antônio José de Fraga, Cristiane Griebler fez um apelo às autoridades locais quanto ao estacionamento de veículos em frente à instituição de ensino, onde a situação é caótica nos horários de entrada e, principalmente, de saída dos alunos. Não há local para os pais pararem seus carros, o que gera uma série de transtornos. Ela também reivindicou melhores condições para os estudantes que transitam pela avenida Ceará, onde o trânsito de caminhões é intenso.

Pai de aluno, ex-vereador e policial civil inativo, Waldir Garcia Pereira contou que desistiu de levar o filho ao Fraga porque foi multado duas vezes pela Brigada Militar, o que não considera justo porque não há espaço para embarque e desembarque. “Os pais estão revoltados e irão acabar pintando os meios-fios de branco, porque hoje é tudo amarelo. A Brigada tem que focar em coisas mais graves, e não ir lá na escola multar pai de aluno”, protesta.

José Volmar Wogt (PDT) observou que há outros problemas em frente a estabelecimentos de ensino, como na Vila São Luiz, por exemplo. Em frente a Santo Antônio, diz ele, a rua é tão estreita que não permite os veículos fazerem a volta. Os condutores, com isso, são obrigados a invadir uma área privada para manobrar.

Proponente da audiência pública ainda quando exercia mandato na Câmara, João Pedro Gaspar dos Santos, hoje servidor do Executivo, salientou que o assunto passará a ter mais importância no âmbito do governo, porque o Conselho Municipal de Trânsito já está em processo de estruturação. “Hoje, tudo recai sobre os ombros do Ronildo, mas agora teremos esse órgão para propor, orientar e até exigir medidas do Poder Executivo”, encerra.
Protocolos desta Publicação:Criado em: 30/05/2019 - 11:56:22 por: Marcelo Ricardo Fiori - Alterado em: 30/05/2019 - 16:20:31 por: Marcelo Ricardo Fiori

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